Em entrevista conduzida pela DGPE, Cristina Andrade Melo apresentou contribuições sobre prioridades, desafios e perspectivas para a atuação do Parquet de Contas nos próximos anos.
A 1ª Tesoureira da Associação Nacional do Ministério Público de Contas, Cristina Andrade Melo, participou, na qualidade de Procuradora do Ministério Público de Contas do Estado de Minas Gerais, de rodada de escuta institucional do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) junto aos membros do Parquet de Contas.
Cristina Andrade Melo e Alex Lopes de Freitas. Foto: TCE-MG.
A iniciativa, que envolve entrevista com cada Procurador, é parte da elaboração do Plano Estratégico relativo ao período de 2027 a 2032, denominado Estratégia 2032. Durante a oitiva qualificada, conduzida pelo titular da Diretoria de Planejamento e Gestão Estratégica (DPGE) do TCE-MG, Alex Lopes de Freitas, a Procuradora destacou que sua visão de futuro do Tribunal de Contas passa pelo equilíbrio entre o controle formal-matemático e o controle de resultados, de avaliação das políticas públicas. Sem descurar do controle formal das contas públicas, o Tribunal tem avançado, sobretudo a partir da segunda década deste século, na análise de efetividade das políticas públicas e na qualidade do gasto público.
Também lembrou a importância do Ministério Público de Contas no fortalecimento da atuação institucional do TCE-MG, ainda mais evidente após a promulgação da "PEC da Essencialidade", em que as Cortes de Contas foram consideradas órgãos essenciais e permanentes para o controle externo. Como desafio e riscos para os próximos anos, a procuradora mencionou o uso responsável da Inteligência Artificial e as incertezas dos caminhos que a tecnologia pode alcançar.