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Baixa adesão ao piso salarial do magistério leva MPC-MG a acionar TCE-MG para inspeção no Estado de Minas Gerais

A verificação do cumprimento do piso salarial nacional do magistério em Minas Gerais ganhou novo patamar institucional a partir de iniciativa do Ministério Público de Contas do Estado (MPC-MG), que encaminhou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG) nesta terça-feira, 7/4, pedido de realização de inspeção extraordinária com abrangência estadual.  

A medida, formalizada pelo Procurador-Geral, Marcílio Barenco Corrêa de Mello – também Presidente da Associação Nacional do Ministério Público de Contas –, ancora-se em evidências que revelam baixa aderência generalizada à legislação. De acordo com o levantamento que combina dados oficiais e apurações do próprio órgão ministerial, apenas 14% dos Municípios mineiros cumprem integralmente o piso salarial nacional do magistério, instituído pela Lei nº 11.738/2008. 

A proposta encaminhada ao Tribunal prevê que a fiscalização alcance Municípios classificados com níveis “alto, médio e baixo” de aderência ao piso, conforme parâmetros já utilizados pelo próprio TCE-MG. O recorte permite examinar o fenômeno em escala, identificando padrões de gestão e inconsistências na aplicação dos recursos vinculados à educação básica.  

O dado sugere que, em determinados contextos, a irregularidade assume caráter recorrente, indicando fragilidades na organização administrativa e financeira das redes municipais. 

A inspeção extraordinária, nesse caso, constitui instrumento adequado para aprofundar a apuração de fatos, esclarecer inconsistências e produzir evidências qualificadas.  

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